Médico Especialista em Joelho

02/07/2021

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15/07/2021

Artroscopia do joelho

O que é artroscopia do joelho?

A artroscopia do joelho é um procedimento utilizado para tratar problemas dentro da articulação, de forma minimamente invasiva.

Como é ela feita?

A artroscopia é feita através de pequenas incisões, na maioria das vezes duas delas. Uma câmera digital com fibra ótica é usada, e as imagens visualizadas por um monitor de alta definição na sala de cirurgia. Soro fisiológico é infundido dentro do joelho, e assim todo interior da articulação pode ser visualizado.

Também através das pequenas incisões, instrumentos delicados são utilizados para manipulação das estruturas do joelho e realização da cirurgia.

Para que serve a artroscopia do joelho?

A artroscopia permite visualizar e tratar muitas lesões dentro da articulação sem a necessidade de grandes incisões.
Entre os problemas que podem ser tratados com artroscopia estão:

Lesões de menisco
Cartilagem
Ligamentos cruzados
– Corpos livres – fragmentos soltos na articulação
– Inflamação interna do joelho (sinovite)
– Fibrose da articulação (artrofibrose)

A artroscopia do joelho precisa de internação em hospital?

A artroscopia do joelho deve ser feita em ambiente hospitalar, mas na maioria das vezes em regime de hospital-dia (day hospital). Ou seja, a alta é no mesmo dia do procedimento, sem necessidade de passar a noite no hospital.

Quanto tempo demora uma artroscopia do joelho?

A artroscopia em geral não é um procedimento demorado, levando entre 30 minutos a uma hora para a maioria dos procedimentos. Cirurgias maiores ou combinadas (mais de um procedimento junto) podem demorar mais tempo.

Que tipo de anestesia é utilizada para artroscopia do joelho?

Há várias opções de tipo de anestesia, a depender do tipo de lesão a ser tratada:

– Anestesia local — anestésico local na região dos portais, em conjunto com sedação para que o paciente durma.

– Anestesia regional/ raquianestesia — Anestesia aplicada na coluna lombar, permite a realização de procedimentos maiores, envolvendo ligamentos ou osso, com vantagem no controle de dor no pós-operatório. Utilizada em conjunto com sedação para que o paciente durma.

– Anestesia geral — A anestesia geral normalmente é feita por acesso venoso. Muito versátil e segura, pode ser utilizada tanto para procedimentos rápidos e simples, quanto para cirurgias maiores.

O tipo de anestesia mais adequado deve ser decidido entre médico anestesista, cirurgião e paciente em conjunto.

Como é a recuperação após uma artroscopia do joelho?

A artroscopia em si não exige imobilização ou restrição de descarga de peso com uso de muletas após a cirurgia. Para procedimentos artroscópicos mais simples, alguns dias de repouso são o suficiente para retorno às atividades diárias mais leves. Atividades mais intensas ou atividades físicas leves, são retomados entre 3 a 6 semanas podem ser suficientes. Para atividades esportivas intensas, entre 3 e 6 meses.

Porém, isso depende de qual tipo de lesão está sendo tratada pela artroscopia. Alguns procedimentos artroscópicos, como reconstrução de ligamentos e reparo de meniscos, podem precisar de restrições pós-operatórias específicas, com mais tempo necessário para reabilitação e retorno às atividades.

A artroscopia do joelho dói?

Por ser um procedimento minimamente invasivo, a artroscopia causa pouca dor em comparação com cirurgias abertas. Em geral, medicamentos por boca e bolsas de gelo são o suficiente para controlar plenamente o desconforto.

Para cirurgias maiores feitas por artroscopia, uma combinação de estratégias da anestesia no momento do procedimento e medicações adequadas são utilizadas para controle adequado da dor e desconforto.

Quais são os seus riscos?

Apesar de nenhum procedimento ser totalmente isento de risco, a artroscopia do joelho é uma cirurgia muito segura, com baixas chances de complicação.

As técnicas modernas de anestesia são extremamente seguras, e uma avaliação pré-anestésica é feita em todos os pacientes. Paciente com comorbidades devem ser avaliados por médico clínico para liberação para cirurgia.

Complicações como infecção, trombose e outras intercorrências clínicas são muito raras, e são utilizadas estratégias para evitar esses problemas.

Dependendo do tipo de lesão a ser tratada, pode haver riscos ou complicações específicas àquele problema, que devem ser discutidos com o médico especialista.

Outras articulações podem ser tratadas por artroscopia?

Sim. Além do joelho, ombro, tornozelo, quadril e punho são podem ser tratados por artroscopia.

Autoria: — Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho. CRM-SP 150881 · RQE 64950 · TEOT 14408.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.