skip to Main Content

Joelho do idoso

A expectativa de vida tem aumentado constantemente, e passamos cada vez mais anos de nossas vidas na chamada terceira idade. Portanto, o foco em qualidade de vida nessa fase tem sido cada vez mais relevante.

Problemas nos joelhos são frequentes e podem ser limitantes para pessoas idosas. Felizmente, existem prevenção e tratamento eficazes para eles.

Prevenção de problemas nos joelhos

A recomendação mais importante para prevenção dos problemas no joelho na terceira idade é manter uma vida ativa e cultivar hábitos saudáveis. Atividade física, principalmente que envolva exercícios para força e resistência muscular, é comprovadamente a medida mais eficaz para prevenção de problemas vindos do desgaste articular.

Atividade física, principalmente que envolva exercícios para força e resistência muscular.

Musculação, pilates, programas de ginástica para idosos, exercícios na água, são todas atividades que podem ajudar. Como sempre, exercícios devem ser começados de forma leve, serem progressivos, e de preferência com instrução ou auxílio voltado para essa faixa etária.

Osteoartrite ou artrose

A causa mais comum de problemas no joelho de pacientes idoso é a osteoartrite ou artrose do joelho, doença em que há o desgaste da cartilagem articular e inflamação.

O principal sintoma é a dor na articulação. Inicialmente a dor pode ocorrer com atividades mais intensas apenas, mas com a progressão da doença pode haver dor com atividades do dia-a-dia e até mesmo em repouso.

O principal sintoma é a dor, que inicialmente ocorre apenas com atividades mais intensas, mas pode progredir para atividades do dia-a-dia. Pode também haver inchaço, dificuldade de movimentação, sensação de estalos ou atrito, diminuição de força e alteração no formato do joelho.

A artrose é diagnosticada através de avaliação e exame médicos cuidadosos, e confirmada através de exames complementares. As radiografias permitem a avaliação das alterações ósseas, da perda do espaço da articulação e das alterações no alinhamento.

Em alguns casos, a ressonância magnética pode ser útil na avaliação da cartilagem, meniscos ou quando há suspeita de fraturas de insuficiência.

O tratamento da artrose é sempre individualizado, ou seja, para cada paciente é usada uma estratégia dependendo dos sintomas, do tipo de lesão e do estilo de vida. Ele envolve várias modalidades de intervenção (multimodal).

As principais são orientações e conscientização sobre a doença, reabilitação e condicionamento físico, controle de peso e adequação de fatores de sobrecarga. Para alívio dos sintomas, medicamentos sistêmicos ou aplicados dentro da articulação podem ser utilizados (infiltração e viscossuplementação com ácido hialurônico, para saber mais, clique aqui)

Tratamento com cirurgia é indicado em casos mais graves, em que o tratamento sem cirurgia não foi capaz de controlar os sintomas para manter uma qualidade de vida adequada. Quando bem indicadas e executadas, as cirurgias para artrose do joelho são seguras, com altas taxas de sucesso e durabilidade.

Saiba mais sobre o tratamento da artrose, clique aqui.

Radiografia de joelho normal (esquerda) e de joelho com osteoartrite ou artrose (direita)

Fratura de insuficiência ou osteonecrose primária do joelho

Fraturas de insuficiência do osso subcondral são lesões que ocorrem por sobrecarga em um joelho com algum grau de desgaste. São lesões que causam dor intensa, que tem início relativamente súbito, e que pode ser bem localizada no exame físico pela palpação do local. Muitas vezes ocorrem sem nenhum desencadeante, mas podem se seguir de um esforço além do habitual ou de um pequeno trauma.

O melhor exame para a detecção de fraturas de insuficiência é a ressonância magnética, em que pode haver uma reação de sobrecarga no osso (edema ósseo), com ou sem um traço de fratura visível.

O tratamento inicial é a retirada parcial ou total de carga do membro acometido, com o uso de muletas, bengala ou andador, de forma que o paciente não esteja sentindo dor ao andar. A evolução é variável. Pode haver melhora da dor e resolução total, em um período entre 6 semanas a 3 meses.

Se não houver melhora da lesão, pode haver progressão para um afundamento articular, chamado de osteonecrose primária do joelho.

Em casos que não há melhora com o tratamento inicial, mas ainda não há afundamento, pode ser utilizado tratamento com cirurgia minimamente invasiva, chamada de subcondroplastia, que consiste na injeção de um enxerto ósseo na área afetada, por pequenas incisões e cânulas.

É um procedimento seguro, com incidência baixa de complicações, e que permite uma recuperação rápida. A maioria, mas não todos, os pacientes apresenta uma resposta satisfatória da dor.

Se não há melhora com o tratamento não cirúrgico e já há afundamento da articulação ou alterações por uma artrose grave, pode ser indicada a prótese do joelho, parcial ou total, dependendo do padrão de desgaste apresentado. Quando bem indicada e executada, a cirurgia para prótese é muito segura, e com altos índices de satisfação. (saiba mais sobre o próteses de joelho, clique aqui)

Fratura de insuficiência do joelho ou osteonecrose primária
Ressonância magnética mostrando fratura de insuficiência no joelho. A fratura propriamente dita é a linha preta (baixo sinal), e é envolta por reação de sobrecarga, ou edema ósseo, visto como a área mais clara (alto sinal) na medular óssea.
Back To Top