Prótese total do joelho: o cirurgião substitui a superfície desgastada da cartilagem pela prótese. Além disso, apenas a superfície da articulação é substituída, preservando a maior parte do joelho original.

Indicação da Prótese de Joelho: Quando e Por Quê Operar?

21/03/2025
A cirurgia da prótese do joelho substitui a superfície desgastada pela artrose grave do joelho. O cirurgião substitui apenas a parte superficial da articulação, com a menor agressão possível ao osso original do paciente.

Quanto tempo dura uma prótese de joelho?

14/07/2025

Patela do joelho: o que é, problemas e lesões comuns e quando procurar um especialista

A patela, também conhecida como rótula, é o osso arredondado na parte da frente do joelho. Assim, ela exerce um papel essencial na mecânica da articulação, sendo responsável por aumentar a eficiência do músculo quadríceps durante os movimentos de extensão da perna. Por conta desse papel, ela está sujeita a diversos problemas e lesões, causados por sobrecarga, trauma, desgaste ou instabilidade.

Figura mostrando em azul a patela, que é o osso arredondado na parte da frente do joelho.
Figura mostrando em azul a patela, que é o osso arredondado na parte da frente do joelho.

O que é a patela e qual sua função no joelho?

A patela facilita a transmissão da força dos músculos da coxa para a perna. Além disso, ela faz a ligação entre o tendão quadricipital e tendão patelar. Durante atividades como subir escadas, correr ou agachar, a patela ajuda aumenta o braço de alavanca da força muscular, além de distribuir as cargas de forma mais eficiente.

Legenda: A patela aumenta a eficiência do joelho. Além disso, ela proporciona um maior ângulo de atuação e aumento braço de alavanca para a força da musculatura da coxa, transmitida pelo tendão patelar.

Anatomia da patela

A patela está posicionada na parte da frente do joelho, posicionada sobre a parte mais baixa do fêmur (osso da coxa). A articulação entre esses dois ossos é chamada de articulação patelofemoral, também conhecida como femoropatelar.

A cartilagem da patela é a mais espessa do corpo humano. Por isso, ela é responsável por garantir movimento com baixo atrito, além de amortecer e dissipar as forças intensas na articulação patelofemoral.

O correto alinhamento da patela é fundamental para evitar atritos excessivos, instabilidade e dor.

Figura: as articulações principais do joelho. A articulação patelofemoral, ou femoropatelar, na cor azul, é a articulação entre a patela e a porção do fêmur chamada tróclea. Já a articulação femorotibial, em laranja, é a articulação entre o fêmur e a tíbia.
Figura: as articulações principais do joelho. A articulação patelofemoral, ou femoropatelar, na cor azul, é a articulação entre a patela e a porção do fêmur chamada tróclea. Por outro lado, a articulação femorotibial, em laranja, é a articulação entre o fêmur e a tíbia.
A cartilagem da patela é a mais espessa do corpo humano. Imagem de ressonância magnética com a cartilagem da patela destacada em azul.

Quais são os problemas comuns da patela no joelho?

Algumas das condições mais frequentes que afetam a patela incluem:

  • Condromalácia patelar: desgaste da cartilagem que reveste a parte interna da patela, podendo provocar dor, especialmente ao agachar ou subir escadas, além de crises de inchaço.
  • Dor patelofemoral: também chamada de síndrome da dor patelofemoral, é o quadro de dor relacionada à sobrecarga mecânica da articulação patelofemoral.
  • Luxação da patela: é deslocamento da patela para fora da posição normal. A instabilidade patelofemoral está relacionada a alterações anatômicas como patela alta, tróclea femoral rasa ou displasia de tróclea, inclinação ou tilt patelar aumentado, valgo ou ângulo ‘Q’ do joelho aumentado.
  • Fraturas da patela: geralmente causadas por traumas diretos, como quedas ou batidas intensas.

Sintomas associados a problemas na patela

Os sintomas mais comuns relacionados aos problemas da patela no joelho são:

  • Dor na parte anterior do joelho, especialmente ao dobrar ou esticar a perna, subir ou descer escadas, movimentos de agachamento.
  • Barulho de crepitação (sensação de atrito ou areia), estalos.
  • Instabilidade, falseios, sensação do joelho saindo do lugar.
  • Inchaço do joelho
  • Dificuldade para subir escadas, correr ou agachar

Como é o diagnóstico dos problemas na patela?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. Durante a consulta, o ortopedista analisa o padrão da dor, examina o alinhamento do joelho e realiza manobras específicas. Além disso, exames de imagem como radiografia e ressonância magnética ajudam a confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade das lesões.

Diferenças entre dor na patela e em outras partes do joelho

A dor na patela costuma ser localizada na parte da frente do joelho e tende a piorar com movimentos de flexão, agachamento e subidas ou descidas de planos inclinados ou escadas. A dor pode piorar ao mover-se após manter o joelho imóvel por muito tempo, como durante viagens de carro ou avião.

Já dores em outras áreas do joelho, como na parte interna (medial) ou lateral, podem indicar outras causas, como lesões meniscais ou ligamentares. O exame clínico é essencial para essa diferenciação.

Saiba mais sobre o diagnóstico de diferentes dores no joelho.

Como tratar problemas na patela?

O tratamento varia conforme a causa e gravidade da lesão. Na maioria dos casos, opta-se inicialmente por medidas conservadoras:

  • Reabilitação com fisioterapia
  • Fortalecimento muscular, especialmente do quadríceps e do glúteo
  • Uso de palmilhas ou joelheiras específicas
  • Medicações para controle da dor
  • Cirurgia para casos mais graves, como luxações recorrentes ou fraturas, para estabilização e alinhamento ou fixação da patela.

O tratamento médico sempre deve ser individualizado. Portanto, para obter um diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado, o paciente deve buscar um profissional qualificado, ortopedista especialista em joelho.

O Dr. Pedro Giglio é ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ). Além disso, ele realiza seus atendimentos no Núcleo de Ortopedia Especializada ou via teleatendimento.

Referências

Collins NJ, et al. 2018 Consensus statement on exercise therapy and physical interventions to treat patellofemoral pain: recommendations from the 5th International Patellofemoral Pain Research Retreat, Gold Coast, Australia, 2017. Br J Sports Med. 2018 Se

Leite CBG, Santos TP, Giglio PN, Pécora JR, Camanho GL, Gobbi RG. Tibial Tubercle Osteotomy With Distalization Is a Safe and Effective Procedure for Patients With Patella Alta and Patellar Instability. Orthop J Sports Med. 2021;9: 2325967120975101.

Koh JL, Stewart C. Patellar Instability. Orthop Clin North Am. 2015;46: 147–157.

Autoria: — Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho. CRM-SP 150881 · RQE 64950 · TEOT 14408.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.