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Prótese do Joelho ou Artroplastia do Joelho

O que é a cirurgia para prótese do joelho?

Cirurgia de prótese do joelho, ou artroplastia do joelho, é um tratamento para artrose grave do joelho.

A prótese do joelho consiste na troca da superfície articular desgastada por componentes artificiais de metal e polietileno, especialmente projetados para restabelecer a função do joelho.

Diferente do que algumas pessoas imaginam, a cirurgia da prótese não retira todo o joelho, mas apenas a superfície dentro da articulação. Portanto, a maior parte do joelho original é preservado.

Existem próteses parciais ou totais do joelho. A artroplastia total do joelho faz a substituição de toda a superfície do fêmur e da tíbia.

Já a artroplastia parcial, ou unicompartimental, substitui apenas um dos compartimentos do joelho, quando o desgaste se limita a uma única região.

Prótese do Joelho ou Artroplastia do Joelho | Dr. Pedro Giglio

Prótese total do joelho: a superfície da cartilagem desgastada é substituída pela prótese. Note que apenas a superfície da articulação é substituída. A maior parte do joelho original é preservada.

Quando é indicada a cirurgia?

A prótese é um dos tratamentos para casos graves de artrose (ou osteoartrite), a doença resultante do desgaste da articulação. Isto inclui artrose por diversos motivos, incluindo: primária, pós-traumática ou por doenças reumatológicas (artrite reumatóide), entre outras

A prótese do joelho é indicada para melhorar a qualidade de vida e funcionalidade, quando não há controle suficiente dos sintomas da artrose com tratamentos mais simples.

Os sintomas mais comuns que levam à prótese do joelho são:

  • Dor limitante para atividades do dia-a-dia
  • Restrição da mobilidade: andar, subir e descer escadas, entrar em sair de veículos, até vestir-se
  • Perda da movimentação do joelho: rigidez da articulação, que não estica ou dobra adequadamente
  • Desvio do alinhamento: entortamento das pernas progressivo (joelho varo ou valgo).
Prótese parcial ou unicompartimental | Dr. Pedro Giglio

Prótese parcial ou unicompartimental do joelho, em que somente uma parte da articulação é substiuída.

Como um dos critérios principais para a indicação é a diminuição de qualidade de vida pela artrose, a decisão pelo momento da cirurgia sempre é feita em conjunto com o paciente. Só o próprio paciente pode avaliar sua qualidade de vida, com a ajuda e orientação do médico.

Leia mais sobre todos os tipos de tratamento para artrose (clique aqui).

A cirurgia não deve ser adiada até que o problema atinja um ponto extremo. Esperar por dor intensa ou limitação severa pode tornar o processo de recuperação mais lento e difícil. A decisão ideal é feita de forma planejada, antes que a perda de função comprometa demais a rotina.

De modo geral, quando o tratamento não cirúrgico já não oferece melhora e o impacto nas atividades do dia a dia se torna evidente, a indicação cirúrgica passa a ser uma alternativa válida. Nessa fase, o potencial de recuperação e retorno às atividades costuma ser mais favorável.

Saiba mais sobre a indicação da prótese de joelho.

Existe idade certa para a cirurgia de prótese?

Não existe um limite de idade absoluto, para mais ou para menos, para a cirurgia de prótese do joelho. A decisão da indicação é pelo controle dos sintomas, qualidade de vida e grau de função, não pela idade.

A idade mais comum para a prótese de joelho é entre 55 e 80 anos de idade. Porém, existem pessoas mais jovens que precisam de prótese por limitações intensas e sem resposta a outros tratamentos. Da mesma forma, há pessoas mais idosas, mas em boas condições de saúde e função, em que a cirurgia pode ser uma boa indicação. Tudo depende de uma avaliação individual cuidadosa e especializada, levando em consideração todas as opções de tratamento.

Uma preocupação comum relacionada à idade na cirurgia é a durabilidade da prótese, leia mais abaixo nesta página.

Qual o resultado de uma prótese do joelho? Quanto os sintomas melhoram? Existe alguma limitação para atividades depois da cirurgia?

A prótese tem como objetivo reduzir significativamente o incômodo no joelho e aumentar a capacidade para atividades do dia a dia, como caminhar sem mancar, subir e descer escadas, levantar-se, abaixar-se e praticar atividades físicas leves a moderadas. Ou seja, um joelho que permita uma vida diária plena. Este objetivo é alcançado na grande maioria dos pacientes.

Após a cirurgia de prótese, não são recomendadas atividades físicas intensas como corrida, saltos e giros rápidos. Atividades leves são permitidas e recomendadas, entre elas caminhadas, musculação, pilates, natação, golfe, bicicleta, dança, entre outras.

Radiografia de uma prótese total de joelho | Dr. Pedro Giglio

Radiografia de uma prótese total de joelho vista de frete e de perfil. Note que a prótese substitui apenas a superfície que estava desgastada, preservando o restante do joelho nativo.

O joelho volta ao seu movimento completo após a cirurgia?

Um dos objetivos da prótese é o retorno do movimento do joelho suficiente para não haver nenhuma limitação para atividades do dia-a-dia. Isto inclui esticar completamente o joelho e dobrar pelo menos 120 graus.

Pessoas que antes da cirurgia tenham muita rigidez do joelho têm uma chance maior de não recuperar todo o movimento completo. Ainda assim, a grande maioria dos pacientes apresenta controle de dor e função excelentes após a cirurgia.

Quanto tempo dura uma prótese do joelho?

A evolução dos implantes e técnicas modernas aumentaram muito a durabilidade da prótese do joelho.

Atualmente, mais de 90% das próteses estão funcionando além de 15 anos após a cirurgia. Mesmo após 25 anos, esse número se mantém em mais de 80%.

Ou seja, a minoria dos pacientes precisa de uma nova cirurgia para troca de prótese.

Para pacientes jovens, com menos 60 anos, a durabilidade tende a ser menor, mas mesmo assim a maioria dos pacientes não precisa de uma troca de prótese após 15 anos.

Os fatores mais importantes para o aumento de durabilidade da prótese de joelho são: implantes de qualidade, técnica operatória adequada, evitação de complicações (como infecção), atividades adequadas após a prótese.

Como é a internação hospitalar em uma cirurgia de prótese? Cirurgia de prótese de joelho dói muito?

A cirurgia dura entre uma e duas horas. A grande maioria dos pacientes não precisa de UTI no pós-operatório, podendo ir para apartamento comum.

O objetivo da internação é o controle adequado da dor, fisioterapia para treino de marcha e alguns exercícios de movimentação.

Portanto, uma das metas é que o paciente não sinta dor forte no pós-operatório. Nos últimos anos, avançaram muito as técnicas de cirurgia, anestesia e medicações disponíveis para isso. Como qualquer cirurgia, é normal desconforto, mas que deve ser sempre de intensidade controlada.

Toda evolução do pós-operatório permite que o paciente levante e ande já no dia da cirurgia, na maioria dos casos.

A alta ocorre quando há dor bem controlada, capacidade de andar com auxílio de muletas ou andador e de cuidados básicos. O tempo de internação é 1 a 2 dias para a maioria dos pacientes.

Como é a recuperação pós-operatória da cirurgia?

Já no primeiro dia após a cirurgia, o paciente pode se levantar e andar com o uso do andador ou muletas, para equilíbrio. Estes auxílios são mantidos até que o equilíbrio e a força muscular estejam restabelecidos para andar com segurança. Dessa forma, em geral, muletas ou andadores podem ser retirados entre 10 a 30 dias.

O andador ou as muletas são usados até a recuperação o equilíbrio e a força muscular necessários para andar com segurança. Dependendo da capacidade física prévia do paciente, as muletas ou andadores são liberadas entre 10 e 30 dias. Caso necessário, uma bengala pode ser usada por mais um tempo, até ter segurança completa.

Nas primeiras semanas após a cirurgia, enquanto ocorre a cicatrização e desinflamação do joelho, é normal ele permanecer dolorido (mas sem dor intensa). Da mesma forma, a força, o movimento e o equilíbrio aumentam progressivamente com a reabilitação. Em geral, entre 3 e 6 semanas já ocorre grande melhora da função do joelho, que continua aumentando nos primeiros meses.

Quais são os riscos de uma cirurgia de prótese?

A cirurgia da prótese é muito segura, mas sempre existe uma chance de complicações. Portanto, é essencial uma avaliação cuidadosa, por equipe habilitada, das condições da saúde em geral e do joelho do paciente. Uma equipe habilitada, com profissionais especializados e com experiência em próteses de joelho é essencial. A avaliação por médico clínico ou cardiologista é imprescindível, além de reabilitação com fisioterapeuta qualificado iniciando antes do procedimento. Quaisquer problemas de saúde existentes devem ser controlados antes da cirurgia, assim como outras causas de dor crônica presentes.

Para diminuir o risco de complicações, o cuidado especializado antes, durante e após a cirurgia são muito essenciais.

Complicações mais sérias, como infecção, são raras, ocorrendo em menos de 2% dos pacientes. Complicações clínicas graves são menos comuns ainda.

A trombose, ou formação de coágulos em veias, pode ocorrer após a prótese do joelho. Para evitar esse problema, são usadas medicações anti-coagulantes preventivas temporariamente após a cirurgia.

Em alguns pacientes, a dor persistente ou dificuldade para ganho de movimento podem ocorrer. Para evitar isso, o tratamento de causas de dor crônica, assim como a reabilitação de alta qualidade, são indispensáveis.

O que são próteses parciais do joelho? O que é prótese unicompartimental do joelho?

Próteses parciais substituem a superfície de apenas um dos compartimentos do joelho, e não de toda a articulação, portanto, chamam-se também de próteses unicompartimentais.

Por ser uma cirurgia menor, com manipulação de apenas uma parte do joelho, a recuperação no pós-operatório tende a ser mais rápida que da prótese total. Além disso, por haver preservação da maior parte do joelho original, é uma cirurgia que promove uma sensação mais natural de movimento, e desempenho funcional maior.

Por outro lado, é uma cirurgia mais tecnicamente demandante, que só é realizada por cirurgiões com treinamento específico e grande experiência em artroplastia do joelho.

Saiba mais sobre prótese do joelho:

Prótese do joelho robótica

Indicação de prótese de joelho

Prótese parcial do joelho

Recuperação após cirurgia do joelho

Radiografia de uma prótese parcial de joelho | Dr. Pedro Giglio

Radiografia de uma prótese parcial de joelho


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Autoria: — Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho. CRM-SP 150881 · RQE 64950 · TEOT 14408.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.