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Fratura de estresse

Os ossos podem sofrer lesões de sobrecarga relacionadas à prática esportiva, as chamadas fraturas de estresse. Diferente das fraturas por traumas, elas são lesões que acontecem ao longo do tempo, quando o processo de reparo e remodelamento do osso não é o suficiente para suplantar a fadiga mecânica que ele está sofrendo.

Não necessariamente o osso quebra por completo, podendo haver apenas um “trincado” (fratura sem desvio) ou uma reação de estresse. Porém, com a evolução do quadro, a fratura pode ficar completa e desviada.

O sintoma principal é dor óssea no local da lesão, que inicialmente pode ser pequena e apenas em atividades mais intensas, mas que pode progredir para dor forte mesmo com pequenos esforços no dia-a-dia. Os locais mais comuns das fraturas de estresse são ossos do pé e na tíbia.

Há fatores predisponentes que devem ser investigados e corrigidos. Aumento rápido no volume de atividade física, principalmente se não acompanhado de trabalho adequado de fortalecimento muscular, deficiência nutricional, alterações hormonais ou no ciclo menstrual e diminuição da massa óssea (osteopenia).

Para o diagnóstico de fraturas de estresse, é essencial avaliação médica, com exame físico e investigação de fatores predisponentes, e exames de imagem complementares. Radiografias simples podem identificar casos mais intensos, mas a ressonância magnética é o exame mais sensível e mais utilizado atualmente para isso.

O tratamento é composto de repouso relativo, ou seja, uma diminuição no volume de atividade dentro do permitido pela dor e desconforto. Nos casos mais graves, imobilizações ou diminuição de carga com muletas podem ser necessárias.

Para manter o condicionamento físico, é interessante o cross-training, que consiste na prática de outras modalidades esportivas durante a recuperação. Assim que possível, é iniciada a reabilitação, visando fortalecimento e correção de alterações do movimento ou gesto esportivo. Avaliação do tipo de calçado ou piso da prática esportiva pode ser indicada.

Em casos incomuns, pode ser indicado o tratamento cirúrgico, como na falha da melhora com tratamento não cirúrgico, fraturas completas com desvio acima do tolerável e fraturas em regiões de alto risco.

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