Fratura de insuficiência ou osteonecrose primária do joelho
23/04/2020
Médico Especialista em Joelho
02/07/2021

Fratura de estresse

O que é fratura de insuficiência ou osteonecrose primário do joelho.

Os ossos podem sofrer lesões de sobrecarga relacionadas à prática esportiva, as chamadas fraturas de estresse. Diferente das fraturas por traumas, elas são lesões que acontecem ao longo do tempo, quando o processo de reparo e remodelamento do osso não é o suficiente para suplantar a fadiga mecânica que ele está sofrendo.

Não necessariamente o osso quebra por completo, podendo haver apenas um “trincado” (fratura sem desvio) ou uma reação de estresse. Porém, com a evolução do quadro, a fratura pode ficar completa e desviada.

O sintoma principal é dor óssea no local da lesão, que inicialmente pode ser pequena e apenas em atividades mais intensas, mas que pode progredir para dor forte mesmo com pequenos esforços no dia-a-dia. Os locais mais comuns das fraturas de estresse são ossos do pé e na tíbia.

Há fatores predisponentes que devem ser investigados e corrigidos. Aumento rápido no volume de atividade física, principalmente se não acompanhado de trabalho adequado de fortalecimento muscular, deficiência nutricional, alterações hormonais ou no ciclo menstrual e diminuição da massa óssea (osteopenia).

Para o diagnóstico de fraturas de estresse, é essencial avaliação médica, com exame físico e investigação de fatores predisponentes, e exames de imagem complementares. Radiografias simples podem identificar casos mais intensos, mas a ressonância magnética é o exame mais sensível e mais utilizado atualmente para isso.

O tratamento é composto de repouso relativo, ou seja, uma diminuição no volume de atividade dentro do permitido pela dor e desconforto. Nos casos mais graves, imobilizações ou diminuição de carga com muletas podem ser necessárias.

Para manter o condicionamento físico, é interessante o cross-training, que consiste na prática de outras modalidades esportivas durante a recuperação. Assim que possível, é iniciada a reabilitação, visando fortalecimento e correção de alterações do movimento ou gesto esportivo. Avaliação do tipo de calçado ou piso da prática esportiva pode ser indicada.

Em casos incomuns, pode ser indicado o tratamento cirúrgico, como na falha da melhora com tratamento não cirúrgico, fraturas completas com desvio acima do tolerável e fraturas em regiões de alto risco.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.

Dr. Pedro Giglio

CRM-SP 150881 / RQE 64950 / TEOT 14408

Dr. Pedro Nogueira Giglio é médico ortopedista, especialista em Cirurgia do Joelho, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Possui doutorado em Ciências (PhD) pela USP, com pesquisa em regeneração da cartilagem, e formação complementar em instituições internacionais, como University of Pennsylvania, Harvard University e Universität Leipzig.

Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de lesões do joelho, utiliza técnicas mais modernas e tecnologia de ponta para oferecer tratamentos de precisão, desde medidas preventivas, passando por tratamentos minimamente invasivos, até cirurgias de alta complexidade. Sua prática alia conhecimento científico, inovação e cuidado individualizado ao paciente.

Na USP, atua em pesquisa e ensino de graduação e pós-graduação. É instrutor de cursos de cirurgia do joelho, palestrante em congressos nacionais e internacionais e autor de artigos científicos, sempre difundindo conhecimento e contribuindo para o avanço da ortopedia.