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Cistos do Joelho

Cistos do joelho são lesões comuns no joelho, em geral benignas, muito relacionadas a outros problemas dentro da articulação.

O que são cistos do joelho?

Cistos são lesões constituídas de uma cavidade preenchida por líquido.
Essas lesões são frequentes no joelho, sendo um achado comum de exames de imagem. Cistos sinoviais são comuns em outras partes do corpo, além do joelho, como mãos e pés.

Quais são os tipos mais comuns?

Há várias origens e localizações de cistos no joelho. A maioria deles se forma por acúmulo de líquido da articulação (líquido sinovial). Os principais tipos encontrados são:

  • Cisto de Baker / Cisto poplíteo → É um cisto formado na fossa poplítea, na parte de trás do joelho. Ocorre por acúmulo de líquido da articulação nas bolsas naturais que existem entre os músculos e tendões na região, chamadas de bursas.Este acúmulo de líquido pode acontecer quando sua produção está aumentada no joelho, quando há lesões dentro da articulação, como por exemplo na artrose ou osteoartrite.
  • Cistos meniscal / cisto parameniscal → São cistos formados nos meniscos ou ao lado dos meniscos. Em geral, estão relacionados a lesões meniscais, que permitem o escape de líquido da articulação para o cisto.
  • Cisto gangliônico intra-articular → São bolsas de líquido sinovial, frequentemente próximas aos ligamentos internos do joelho (ligamentos cruzados).

Cistos do Joelho | Dr. Pedro Giglio

Cistos do joelho são lesões benignas?

Na enorme maioria das vezes cistos no joelho são benignos, uma vez que são formados pelo acúmulo do líquido sinovial, e não por tumores. Porém, é sempre importante avaliação médica para excluir lesões mais agressivas que podem ter aspecto semelhante a cistos sinoviais.

Por isso, é sempre importante a avaliação de médico especialista, com exames de imagem de qualidade, para definir se há alguma suspeita que necessite de investigação mais específica.

Quais os sintomas de cistos no joelho?

Possíveis sintomas dos cistos no joelho são: dor, lesão palpável (uma “bola” sentida da palpação do joelho), estalos ou travamento da articulação.

Porém, na maioria das vezes, cistos no joelho são assintomáticos, sendo encontrados em exames de imagem feitos por outros motivos, como a ressonância magnética.

Um caso especial é a ruptura do cisto poplíteo ou cisto de baker. Nesta situação, pode haver dor forte na panturrilha e inchaço da perna e do tornozelo, sintomas parecidos com a trombose venosa profunda. Neste caso, exames para excluir a presença de trombose são importantes.

Quais exames diagnósticos são feitos para cistos no joelho?

Na maioria das vezes, ressonância magnética é o exame de escolha para avaliação dos cistos no joelho.

A ultrassonografia também pode detectar cistos com boa acurácia, mas tem a desvantagem de não avaliar tão bem lesões profundas, dentro do joelho.

No caso de ruptura de cisto de baker, o ultrassom doppler é essencial para excluir a suspeita de trombose venosa. Em algumas situações incomuns, ressonância magnética com contraste ou até mesmo biópsias podem ser indicadas para fazer diagnósticos diferenciais de lesões mais raras.

Quais são os tratamentos ideais?

Todo tratamento sempre deve ser individualizado para cada paciente. A avaliação de médico especialista é sempre muito importante!

Cistos pequenos e que não tragam sintomas podem não precisar de tratamento específico.

São tratamentos possíveis para os cistos do joelho:

  • Tratamento da causa de base → Quando o cisto é uma consequência de outro problema no joelho. Por exemplo, o cisto poplíteo que pode estar relacionado a artrose ou o cisto meniscal relacionado a lesões de menisco. Nessa situação, o tratamento pode ser direcionado à causa primária, havendo melhora do cisto como consequência.
  • Infiltração articular → Se o problema é excesso do líquido articular, por lesões internas do joelho, injeção de medicações dentro da articulação podem controlar a produção do líquido e levar à diminuição do cisto.
  • Punção do cisto → Punção do cisto para esvaziamento e injeção de medicação no local pode ser realizada, de preferência guiada por exame de imagem como ultrassonografia
  • Remoção cirúrgica → Na minoria dos casos, cirurgia para retirada do cisto pode ser necessária. Dependendo do tipo e local, a cirurgia pode ser feita com incisão ou por vídeo, com artroscopia.
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